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Exposição de Serralves “Um Realismo Cosmopolita” em exibição no Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes, em Mirandela

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“Um Realismo Cosmopolita”, proveniente do Museu de Arte Contemporânea - Serralves, é uma exposição em torno do grupo KWY que estará em exibição no Museu Armindo Teixeira Lopes (MATL) entre 15 de novembro de 2019 e 25 de fevereiro de 2020.
A inauguração está marcada para dia 14 de novembro, pelas 18 horas, no MATL.
A partir de finais dos anos 1950, o grupo KWY foi responsável pela abertura da arte portuguesa ao contexto internacional e pela franca adesão às novas linguagens figurativas que deram impulso a um dos períodos mais estimulantes da cultura europeia do século XX. Constituído pelos artistas portugueses Lourdes Castro, René Bertholo, António Costa Pinheiro, João Vieira, José Escada e Gonçalo Duarte, pelo búlgaro Christo e pelo alemão Jan Voss, o grupo congregou-se em Paris em torno da edição da revista KWY, publicada entre 1958 e 1964. A exposição parte do espírito cosmopolita e experimental da revista KWY e apresenta uma seleção de obras e publicações de artista da Coleção de Serralves que integraram o grupo KWY, de artistas portugueses e estrangeiros que colaboraram no projeto editorial KWY, como António Areal, François Dufrêne, Raymond Hains, Bernard Heidsieck, Jorge Martins e Manolo Millares e de outros projetos editoriais ativos na altura, como a Daily Bul, a Sens Plastique ou a Décollage.
As obras apresentadas correspondem a um período mais lato que o da existência da revista KWY e dividem-se em quatro momentos distintos: um ligado à abstração a que os artistas se encontravam filiados em finais da década de 1950, outro empenhado na exploração visual e sonora de palavras e signos, outro dedicado à colagem, aos objetos e às ações de rua e finalmente um que demonstra a renovada vitalidade da pintura figurativa a partir da década de 1960. No seu conjunto, a exposição demonstra como o interesse, simultaneamente entusiasta e crítico, pelas novas configurações do real, pelos objetos e acontecimentos quotidianos, pela sociedade de consumo e pela omnipresença da imagem no espaço público é um sinal de como a arte se pode colocar no centro dos acontecimentos socioculturais do seu tempo.

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